Grande Baía "abre caminho à diversificação económica"

Conferência organizada pelo jornal China Daily juntou empresários e académicos que olharam para as oportunidades

Conferência organizada pelo jornal China Daily juntou empresários e académicos que olharam para as oportunidades criadas pelo projeto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau

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Conferência organizada pelo China Daily destaca Grande Baía como oportunidade para diversificar economia de Macau. Prioridade vai para cultura, turismo, tecnologia e aposta nos jovens.

Empresários, académicos e consultores que participaram na conferência "Greater Bay Area: a Mega Powerhouse" convergiram na promoção do projeto da Área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau como fator de diversificação económica, ao mesmo tempo que permite a entrada em cena de novos motores de crescimento para a região e para a China continental.

Sob o mote "Vision China: New era, New Thinking", a empresária Pansy Ho, presidente do grupo Shun Tak, destacou a criação de mais eventos especializados na área da cultura e turismo que salientem a cultura comum do Sul da China e a dimensão cosmopolita da região. "A aposta na arte e cultura contribuiu para um motor de desenvolvimento mais sustentável, podendo assim, em Macau potenciar a presença anual de quase 40 milhões de turistas por ano", defende a empresária, que também desempenha funções de co-presidente da MGM China, operadora de jogo que acolheu na propriedade do Cotai a conferência organizada pelo jornal China Daily na quarta-feira.

Para que seja dado o salto ao nível das indústrias culturais e criativas na região, os jovens desempenham um papel chave. Vindo de Hong Kong, o empresário Allan Zeman, presidente do grupo Lan Kwai Fong, trouxe uma mensagem de otimismo sobre o futuro do projeto da Grande Baía, sem no entanto deixar de fazer um apelo para um maior envolvimento dos jovens das regiões administrativas especiais. "Precisamos de ver pioneiros que tenham sucesso na Grande Baía e que sirvam de exemplo", isto por que "os Governos têm a visão, mas são as pessoas que materializam o sucesso dos projetos".

Plano inalterado por crise em Hong Kong

A crise em Hong Kong foi aflorada por um outro orador. O britânico John Ross, do Instituto de Estudos Financeiros da Universidade Renmin da China, em Pequim, assegura que "nada de fundamental vai mudar em Hong Kong uma vez que a estrutura da economia e do futuro da cidade estão ligados à China". Para Ross, que foi conselheiro do presidente da Câmara de Londres no início deste século, a instabilidade social e política na região administrativa especial vizinha não vai mudar o rumo do processo de integração económica e desenvolvimento da Área da Grande Baía. A chave, argumentou o académico Zhang Weiwei, do China Institute da Universidade de Fudan em Xangai, reside na diversificação da estrutura económica de Hong Kong, que se mantém basicamente inalterada há mais de duas décadas. O professor universitário, autor de livros e artigos sobre política externa e sobre o modelo político e económico chinês, considera que a Grande Baía se está a afirmar como um exemplo de "cluster" multi-cidades, desempenhando um papel charneira na quarta revolução Industrial, relacionada com a inteligência artificial, big data e computação quantum.

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