China propõe Macau para cimeira entre Donald Trump e Xi Jinping

Donald Trump reuniu-se com Xi Jinping durante a cimeira do G20 para debater diversas questões, nomeadamente

Donald Trump reuniu-se com Xi Jinping durante a cimeira do G20 para debater diversas questões, nomeadamente a questão da guerra comercial

  |  Reuters

A cadeia televisiva norte-americana Fox News avançou hoje que Pequim ofereceu Macau como alternativa para os Presidentes da China e Estados Unidos, Xi Jinping e Donald Trump, respetivamente, celebrarem a assinatura de um acordo comercial interino.

A informação, avançada por Edward Lawrence, repórter da Fox Business, surge depois de o Chile ter anunciado que desistiu de receber o fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), devido à recente onda de protestos no país.

Xi e Trump tinham planeado reunir à margem do fórum da APEC, entre os dias 16 e 17 de novembro, para assinarem um acordo interino, visando travar a escalada na guerra comercial entre os dois países.

O ministério chinês dos Negócios Estrangeiros não comentou, até ao momento, aquela informação.

Um comentário no jornal estatal chinês Economic Daily, no entanto, classificou a possibilidade de os dois líderes se reunirem em Macau como "especulação infundada".

Citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, Pang Zhongying, professor de relações internacionais da Universidade Oceânica da China, considerou também "improvável" que Trump aceite deslocar-se à China, face ao deteriorar na relação entre os dois países.

"Seria difícil para Trump ir à China face à tensão atual nas relações", apontou. "Não acho que os EUA estejam dispostos a aceitar essa proposta", acrescentou.

Pang apontou antes o Brasil como possibilidade: Xi Jinping visita o país latino-americano, em novembro, onde participará na cimeira do bloco de economias emergentes BRICS.

As autoridades chinesas confirmaram hoje que os responsáveis pelas negociações para um acordo comercial vão falar na sexta-feira por telefone, visando avançar com as negociações.

"As delegações mantêm um contacto próximo e progresso fluido nas negociações", informou a agência noticiosa oficial Xinhua, que citou fonte do ministério chinês do Comércio.

A possibilidade de Macau acolher uma cimeira entre Trump e Xi surge também numa altura em que o Governo de Pequim tenta dar maior protagonismo à região semi-autónoma, face as protestos que há mais de cinco meses abalam a cidade vizinha de Hong Kong.

As autoridades de Macau estão ainda a estudar o estabelecimento no território de um mercado bolsista denominado na moeda chinesa, o renminbi.

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