Sindicato mantém greve de setembro e diz que não se vai extinguir

Francisco São Bento, presidente do SMMP

Francisco São Bento, presidente do SMMP

  |  Lusa

O Ministério Público (MP) pediu a dissolução do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) numa ação junto do Tribunal do Trabalho de Lisboa

"A greve foi anunciada, até à data não houve nada que se dirigisse para um apaziguamento que possa prever a anulação desta greve, portanto, não havendo nenhuma alteração até dia 07 [de setembro], a greve será para avançar e para se exercer até dia 22", disse Francisco São Bento em declarações à RTP.

O Ministério Público (MP) pediu a dissolução do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) numa ação que deu entrada este mês junto do Tribunal do Trabalho de Lisboa, disseram hoje à agência Lusa fontes judiciais.

O MP sustenta haver "desconformidades" na constituição e nos estatutos do SNMMP, razão pela qual pediu a sua extinção junto do Tribunal de Trabalho de Lisboa.

Francisco São Bento afirmou hoje que, do seu "pouco conhecimento jurídico (...), não há motivo para que o sindicato seja extinto".

"Se existir alguma irregularidade, essa irregularidade será regularizada. Não vemos aqui nenhum motivo para que haja uma dissolução do sindicato", reafirmou.

Contudo, no caso de haver uma extinção do SNMMP, Francisco São Bento reconheceu que o emergir de um novo sindicato "está ponderado", mas revelou que não está "a fazer projetos futuros" por acreditar "vivamente que a lei existe e será cumprida".

Francisco São Bento admitiu que uma hipotética regularização possa passar por uma "alteração dos estatutos" do SNMMP.

O agora também porta-voz do SNMMP estava acompanhado por Pedro Pardal Henriques, que deixou o cargo de porta-voz do sindicato para ser cabeça de lista do Partido Democrático Republicano (PDR) pelo distrito de Lisboa nas eleições legislativas de 06 de outubro.

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