Nova espécie de tarântula descoberta em Angola

Equipa de cientistas encontrou a aranha na zona do delta do rio Cubango/Okavango, na província do Cuando-Cunbango, e distingui-se da demais pelo chifre que tem no dorso. Leva o nome de Ceratogyrus attonitifer.

A aranha pertence a um grupo conhecido como aranhas de babuíno com chifres, mas o chifre desta nova espécie é significativamente mais longo do que as até agora conhecidas. Ainda não se sabe de que a protuberância é feita ou porque é que a tarântula evoluiu desta forma.

Esta nova espécie foi descoberta durante o desenvolvimento do National Geographic Okavango Wilderness Project, liderado por John Midgley da Universidade de Rhodes e KwaZulu-Natal Museum, e Ian Engelbrecht do Instituto Nacional de Biodiversidade da África do Sul e da Universidade de Pretória.

A descoberta está relatada na revista African Invertebrates.

"Ceratogyrus attonitifer é notável. Nenhuma outra aranha no mundo possui uma protuberância foveal semelhante. A sua função na Ceratogyrus é, ainda, incerta", disseram os cientistas aquando do anúncio da sua descoberta.

A equipa recolheu vários exemplares fêmeas das Ceratogyrus attonitifer nas florestas de miombo da região central de Angola.

Para encontrá-los, os cientistas passaram longos dias localizando tocas, muitas vezes escondidas entre os tufos de erva, mas por vezes foram encontradas em areia aberta.

Os povos indígenas da região forneceram informações adicionais sobre a biologia e o estilo de vida da aranha babuíno.

"Esta espécie é conhecida como 'Chandachuly' na língua luchazi", explicaram os cientistas.

"Ela alimenta-se principalmente de insetos. As fêmeas ampliam as tocas existentes em vez de escavar as suas próprias tocas".

"O veneno não é considerado perigoso, apesar das mordidas poderem resultar em infeções que podem ser fatais devido à falta de serviços médicos".

A descoberta está relatada na revista African Invertebrates.

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