Há uma visita guiada que resgata a história africana escondida nas ruas de Lisboa

Durante quatro séculos de escravatura, foram transportados mais de 12 milhões de escravos africanos

Portugal foi responsável pelo tráfico de 5.8 milhões de pessoas, a grande maioria foi enviada para o Brasil.

Naky Gaglo faz a chamada de presença para ter a certeza que as quase 20 pessoas que se juntam à African Lisbon Tour encontraram o grupo certo. Chegam de várias latitudes. Americanos, ingleses, belgas e brasileiros. O ponto de encontro é no Terreiro do Paço em Lisboa, ou neste contexto, o sítio que representa a chegada de muitos escravos a Portugal através do Tejo. "É um dos meios de circulação com que muitos africanos chegaram nos barcos, onde foram desembarcados. Então o Terreiro do Paço é um dos lugares e há muitos mais".

Naky Gaglo, guia da African Lisbon Tour, é natural do Togo. Chegou a Lisboa há quase cinco anos e percebeu que as ruas da cidade estavam vazias de uma história que é preciso resgatar. "O que falta, não só em Portugal mas em muitos países europeus, é uma presença física da história africana. Estou a falar do nome de ruas, de museus, de estátuas que não existem".

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