"Mário": esta é a história de um bailarino homossexual no Estado Novo

O espetáculo é inspirado na vida de Valentim de Barros, que esteve durante 40 anos internado no Miguel Bombarda. Estreia esta quinta-feira, no Cinema São Jorge

"Pai, quero ser bailarina". Mário está feliz com o seu sonho mas, perante a incompreensão da família, o menino-quase-adolescente que não quer ser serralheiro mecânico como foram o seu pai e o seu avô, foge de casa, na Cova do Vapor, atravessa o rio e instala-se em Lisboa, junto ao porto, com os pescadores, as varinas, as gaivotas, os marinheiros, os pedintes e os gatos. É ali que aprende a ler e a contar, é ali que cresce. Às vezes abusam dele. "Chamam-me Mário Larilas." Mas ele não se importa.

Sozinho no palco da sala 2 do Cinema São Jorge, em Lisboa, o ator Flávio Gil vai trocando de roupa à medida que Mário cresce e muda de vida. Esta é a história de um rapaz homossexual que, durante o Estado Novo, foi protegido por padres e coronéis e foi objeto sexual de homens importantes, mas que apesar de vir de uma família pobre conseguiu cumprir o seu sonho de ser bailarino. Dançou para Balanchine na Ópera de Paris, foi bailarino no Ballet del Colon, em Buenos Aires, integrou o Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Era conhecido na Lapa como Mariete. E era feliz.

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