"Bailarinos negros têm mais trabalho fora do Brasil", diz Rejane Duarte

Bailarina Rejane Duarte, que integrou o Dance Theatre of Harlem, em Nova York

Bailarina Rejane Duarte, que integrou o Dance Theatre of Harlem, em Nova York

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Brasileira fez parte do Dance Theatre of Harlem, primeira companhia negra de balé.

Antes uma atração mais ligada à nobreza, o balé ainda hoje é considerado por muitos como um produto cultural elitizado, mesmo séculos depois do seu surgimento. Isso é reforçado pelo fato de bailarinos serem majoritariamente brancos, inclusive no Brasil, um país onde 55% da população se declara preta ou parda, segundo dados de 2016 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

"O balé é uma arte muito aristocrática, começou assim e se manteve dessa forma. Sempre existiu a ideia de que as negras não tinham o corpo ideal de uma bailarina, que não tinham a mesma aptidão para os movimentos de precisão e leveza. São visões descabidas, mas que continuam se perpetuando. O número de negros no balé ainda é pequeno", diz Rejane Duarte, 45.

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