Premium Sophia de Mello Breyner: Uma obra a salvo do esquecimento

Sophia de Mello Breyner Andersen

Sophia de Mello Breyner Andersen

  |  Jose Gageiro / Direitos reservados

Raros são os escritores que não morrem por duas vezes. À inexorável morte física, segue-se, na esmagadora maioria dos casos, a chamada morte literária. A causa desta não tem que ver com infortúnios ou excessos cometidos em vida, mas com algo ainda mais cruel: o esquecimento.

E não se pense que este destino se abate apenas sobre autores incógnitos ou quase. Por desinvestimento editorial, desinteresse familiar ou por qualquer outra razão, escritores incensados em vida veem os seus livros cair num limbo sem retorno aparente poucos anos após o seu passamento.

A lista seria suficiente para ocupar a totalidade das linhas seguintes. Basta citar os exemplos recentes e notórios de Eugénio de Andrade, José Cardoso Pires, Vergílio Ferreira, Fernando Namora ou Augusto Abelaira para termos uma ideia aproximada de como quase todos acabam na campa rasa do esquecimento, de que Manuel António Pina costumava falar.

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