Militantes do país reivindicam identidade negra de Machado de Assis

Imagem colorizada da campanha Machado de Assis Real, criada pela Faculdade Zumbi dos Palmares

Nos 180 anos do escritor, debate sobre seu embranquecimento pela história oficial continua presente.

Foi no morro do Livramento, no centro do Rio de Janeiro, que tudo começou. Ali, há exatos 180 anos, nascia um menino pobre, filho de um pintor negro e uma lavadeira branca. Órfão de mãe aos nove anos e epiléptico, seu nome era Joaquim Maria Machado de Assis.

Era um rumo improvável para a história, mas o rapaz virou o maior escritor brasileiro, celebrado por romances como "Dom Casmurro" e "Memórias Póstumas de Brás Cubas". E não foi um caso de glória após a morte. Ela veio enquanto ele estava vivo.

No seu aniversário de nascimento, comemorado nesta sexta-feira (21), um debate que existe há décadas - mas que nunca foi encerrado - continua vivo e ganha novos capítulos. Machado de Assis, dizem especialistas e militantes do movimento negro, foi embranquecido pela história oficial.

Leia mais em Folha de S. Paulo

Relacionadas

Exclusivos