Livraria da Travessa: Um pé em São Paulo e outro em Lisboa

Livraria da Travessa no Rio de Janeiro. São Paulo e Lisboa são novas apostas

Enquanto as livrarias Cultura e Saraiva estão às voltas com suas recuperações judiciais, com o abastecimento das lojas para o Natal, tradicionalmente um bom período para o mercado editorial, e, sobretudo, com a sua sobrevivência, a Livraria da Travessa prepara voos maiores.

Rui Campos, criador, nos anos 1990, da rede que conta hoje com nove lojas (no Rio, em SP e Ribeirão Preto), está em Lisboa para planejar sua primeira livraria internacional. Prevista para ser inaugurada ainda no primeiro semestre e com projeto de Bel Lobo, como as outras unidades da rede desde a primeira - a de Ipanema -, ela terá 300 m2 e será instalada no térreo de um casarão tombado no bairro cult de Príncipe Real. É nesse palacete que fica a Casa Pau-Brasil, um espaço que abriga, desde 2017, marcas brasileiras (de sabonete, chocolate, roupa, etc.) e artistas.

Campos não vê o movimento como um projeto de expansão, algo que tenha sido planejado. Mas apareceu o convite e ele achou que dava para fazer lá uma livraria com a alma da Travessa. "Os portugueses são apaixonados pelo mundo da edição, da literatura e, principalmente, da poesia - o que remete a um espaço de livraria como é a Travessa. Isso nos deu a certeza de que podemos fazer esse trabalho em Portugal", conta o livreiro, que nunca imaginou que teria uma loja fora do País.

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