Instituto brasileiro arranca com projeto em Luanda

Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores do Brasil

Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores do Brasil

O novo Instituto Guimarães Rosa, para promoção da língua portuguesa e da cultura brasileira, vai avançar ainda este ano com as primeiras ações, nomeadamente um projeto-piloto em Angola, anunciou hoje à Lusa o chefe da diplomacia do Brasil.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, falava no Mindelo, ilha cabo-verdiana de São Vicente, onde participou na XXIV reunião ordinária do conselho de ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), encontro durante o qual apresentou o novo instituto, uma iniciativa do Governo brasileiro que prevê a promoção da língua portuguesa no exterior.

"Antes de mais nada queremos organizar uma atuação, hoje, do Brasil, que é um pouco dispersa. Nós temos determinados centros de estudos brasileiros ao redor do mundo, mas trabalham de maneira um pouco dispersa, individualmente. A ideia é transformar isso num processo em algo coordenado e dar-lhe uma dimensão política e uma nova visão", explicou, em entrevista à Lusa, Ernesto Araújo.

"Uma visão de que o Brasil é um país que tem, e pretende ter, uma certa presença no mundo, uma responsabilidade no mundo, e temos uma cultura e temos a responsabilidade, junto com os países aqui da comunidade [CPLP], de propagar a língua portuguesa e defender a língua portuguesa", acrescentou.

Segundo o chefe da diplomacia brasileira, e embora sem adiantar mais informação, o primeiro projeto-piloto envolvendo o novo Instituto Guimarães Rosa será lançado em Luanda, através do Centro Cultural do Brasil em Angola, seguindo-se Lima, no Peru.

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