"O Irlandês": a terceira idade dos gangsters de Scorsese

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"O Irlandês" é uma obra-prima introspetiva de Martin Scorsese, com velhos companheiros de crime.

Pelo menos uma coisa era possível antecipar em relação a O Irlandês: a poderosa química do reencontro de Robert De Niro e Joe Pesci, no que se vê como uma espécie de regresso ao universo tão marcado de Goodfellas - Tudo Bons Rapazes (1990) e Casino (1995). Ou mais ou menos isso. Se é verdade que as referências estão inevitavelmente presentes, a diferença é que o novo filme se distancia, com subtileza, da enérgica crónica americana desses gangster movies de Martin Scorsese. Ou melhor, o sentido da crónica mantém-se, e reforçado, mas há agora uma dimensão meditativa que funciona como calmante, levando-nos na corrente do tempo sem muito barulho ou agitação; o que não significa que haja menos sangue.

O título do livro de Charles Brandt em que o filme se baseia - I Heard You Paint Houses - contém logo essa metáfora do sangue derramado. Steven Zaillian, argumentista que antes colaborou com Scorsese em Gangs de Nova Iorque (2002), assina a maciça adaptação. Esta é a história verídica de Frank Sheeran (De Niro), o tal "irlandês", veterano da Segunda Guerra Mundial feito assassino da Máfia italo-americana que, em 1975, terá estado envolvido no desaparecimento do famoso líder sindical Jimmy Hoffa (Al Pacino). Ou assim se assume, a partir da tese do livro...

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