Novo museu quer acabar com a domesticação da arte feminina

Instituição em Lisboa será dedicada a artistas lusófonas e deve abrir as portas em 25 de novembro.

Quando pesquisava para a sua tese de doutorado na Universidade de Nova York, há 30 anos, a professora de estética, curadora e escritora Katia Canton descobriu que a história de Chapeuzinho Vermelho havia passado por um processo brutal de assepsia: nas versões mais antigas, o Lobo devorava vovó e Chapeuzinho, sem qualquer possibilidade de salvação, já que o caçador não existia no enredo.

Canton acha que um processo similar de domesticação ocorre com as exposições de arte sobre mulheres. Quase todas, segundo ela, privilegiam a questão de gênero, o velho Fla-Flu de homens x mulheres.

Escolhida para dirigir o Mima (Museu Internacional da Mulher - Associação), que será aberto em Lisboa, ela quer imprimir um tom mais político às mostras a partir de um tripé: sustentabilidade, violência e indústria da moda.

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