Exposição no Rio exibe vida nas favelas sem estereótipos de violência e pobreza

Um dos trabalhos expostos em 'Favelografia 2.0'

Um dos trabalhos expostos em 'Favelografia 2.0'

  |  D.R.

Ponha "Complexo do Alemão" no Google e note que, após os verbetes da Wikipedia sobre o agrupamento de favelas com mais de 70 mil pessoas na zona norte do Rio, aparecem notícias sobre "operação da PM", "chacina", "tiroteio" e "massacre". Tente a mesma coisa no sistema de buscas deste jornal e, das 15 vezes em que o lugar foi mencionado no mês de outubro, 12 dizem respeito a violência e segurança pública.

"Midiaticamente o Complexo do Alemão é muito massacrado", afirma a fotógrafa Josiane Santana, que nasceu ali há 32 anos e continua morando na comunidade, agora com seu filho. "A narrativa é sempre de violência, tráfico, pobreza. É como se fosse só isso. Mas esse é o meu território. Minhas fotos retratam os artistas e também as vielas e os becos, os moradores invisíveis, esse lado riquíssimo."

"Coisas maravilhosas acontecem por aqui, muita amizade, lealdade, mulheres guerreiras. Isso é muito comum dentro das favelas, tão esculachadas pelo poder público. E aqui tem pontos belíssimos. Vemos a Ilha do Governador, o Galeão, a floresta da Tijuca, o Cristo Redentor, parte da baía de Guanabara."

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