Inteligência artificial já chegou à política portuguesa

No dia 20 de dezembro do ano passado, nas redes sociais, alguém colocou um vídeo manipulado de uma reportagem televisiva sobre um político português muito conhecido a dizer muito mal de outro político português muito conhecido.

por Gonçalo Lopes

Usando mecanismos de inteligência artificial (IA), o(a) autor(a) deturpou o vídeo de forma a que o mesmo político com a mesma voz e até os movimentos labiais completamente ajustados, surja agora a dizer exatamente o contrário do que disse.

O que antes tinha sido um implacável ataque a um político adversário passou a uma implacável autocrítica, produzindo declarações como “não tenho capacidade para nada, nunca tive nem nunca hei de ter”, “sou na realidade um imbecil”, “espero que o país tenha percebido isso há muito tempo”, “não consigo evitar sentir-me uma avantesma”, “as avantesmas ainda têm utilidade e eu nem para adubo devo servir”, “as minhas cinzas na terra, decerto deverá morrer tudo à volta e fazer com que Chernobyl pareça uma brincadeira de crianças”.

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