Início Macau Polícia Judiciária defende criminalização do câmbio ilegal

Polícia Judiciária defende criminalização do câmbio ilegal

A indústria do jogo de Macau estabilizou com a recuperação do número de visitantes. Contudo, testemunhou-se um aumento do número de crimes relacionados com o jogo. Segundo a Polícia Judiciária (PJ), foram registados 716 casos entre janeiro e setembro deste ano - mais 459 do que no mesmo período do ano passado. Mesmo assim, foram registados menos 883 casos face a 2019, antes da pandemia.

A PJ apresentou um estudo de viabilidade para aumentar a penalização do crime e aprimorar a eficiência da aplicação da lei. O secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, afirmou na segunda-feira que estes “cambistas” ilegais há muito que afetam a ordem pública e o ambiente dos casinos. Para combater esta atividade, além das medidas existentes, as autoridades aumentaram o número de patrulhas, introduziram um sistema de patrulha inteligente, estabeleceram uma equipa interdepartamental, e fortaleceram a cooperação com o Corpo de Polícia de Segurança Pública e as concessionárias de jogo.

Entre janeiro e setembro deste ano, um total de 9.633 “cambistas” foram intercetados, um aumento de 6.734 ou 232,3 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Foram também indicadas 1.013 pessoas à Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, para que este serviço não permita a sua entrada nos casinos.

Wong afirmou que nos últimos nove meses, a maioria dos crimes que envolveram “cambistas” incluiram também fraudes. De acordo com a PJ, foram registados 137 casos de fraude por troca de dinheiro, superando o total de 108 casos de todo o ano passado. A maioria destes casos envolveram o uso de notas e transferências falsas.

A PJ assegurou que continuará a prestar atenção ao impacto do câmbio ilegal na ordem pública e manterá estreita cooperação com a DICJ e operadoras de jogo no combate a esta atividade.
As autoridades indicaram também ter intenções de aplicar rigorosamente o controlo de migração e autorizações de permanência e residência, juntamente com a implementação oportuna de medidas como a expulsão do território de pessoas envolvidas e a sua proibição de reentrada na RAEM.

Artigo publicado no âmbito da parceria com o Macau Daily News

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!