Nunca foi tão caro fazer turismo em Portugal. Receitas históricas comprovam

Turismo soma receitas históricas de 2,5 mil milhões de euros no primeiro semestre.

por Guilherme Rego
Rute Simão

Nunca foi tão caro fazer turismo em Portugal. Aumento dos preços levou alojamentos turísticos a registar proveitos totais históricos até junho de 2,5 mil milhões de euros – um aumento de 31,8% face a 2022 e uma subida de 38,3% em comparação com o mesmo período pré-pandemia. Lisboa e Porto atingem máximo histórico de preços.

O turismo continua a amealhar receitas recorde à boleia do aumento de preços. No primeiro semestre do ano, os alojamentos turísticos do país arrecadaram 2,5 mil milhões de euros em proveitos totais – que somam ao alojamento os outros gastos inerentes à estada dos turistas como restauração, lavandaria entre outros serviços – um salto de 31,8% em comparação com os primeiros seis meses de 2022 e um aumento de 38,3% face ao mesmo período de 2019, revelam os dados divulgados esta segunda-feira, 14, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Já os proveitos de aposento, que respeitam diretamente à receita angariada com as dormidas, fixaram-se em 1,9 mil milhões de euros, representando um avanço de 34% relativamente ao mesmo período do ano passado e um aumento de 41,7% face a primeiro semestre pré-pandemia.

turismo em Portugal

As receitas históricas acontecem apesar da evidente falta de trabalhadores para preencher as necessidades da indústria do turismo em Portugal. (Foto: Carlos Costa / AFP)

“No primeiro semestre de 2023, a Região Autónoma Açores (+53,8% nos proveitos totais e +54,3% nos de aposento), a Região Autónoma da Madeira (+52,8% e +64,3%, respetivamente) e o Alentejo (+47,5% e +54,9%, pela mesma ordem) registaram os maiores crescimentos nos proveitos, face a igual período de 2019”, adianta o INE.

O aumento dos preços continua a ser a alavanca do crescimento das receitas. No passado mês de junho comprar uma noite num alojamento turístico do país foi 11,6% mais caro face ao mesmo mês do ano passado (+25,8% em comparação com 2019), tendo o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingido os 78,1 euros. Já o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) aumentou para 123,1 euros, uma subida de 11,7% face ao ano passado e de 26,1% comparando com o pré-pandemia.

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