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Partido no poder em Moçambique solidário com vítimas de ataques a viaturas na África do Sul

Lusa

A Comissão Política da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, solidarizou-se hoje com as vítimas de ataques a viaturas na África do Sul e pediu aos governos dos dois países medidas que garantam segurança na circulação.

“A Comissão Política manifestou preocupação sobre a ocorrência de incêndios de viaturas de cidadãos moçambicanos na República da África do Sul e apela ao Governo a continuar a trabalhar com a contraparte sul-africana”, lê-se no comunicado final da reunião de hoje do órgão.

O trabalho conjunto deve visar “o esclarecimento dos casos e a adoção de medidas com vista a prevenir situações idênticas”, acrescentou. 

“A Comissão Política solidariza-se com as famílias afetadas por estas ações de malfeitores”, concluiu.

Pelo menos seis veículos moçambicanos, incluindo um autocarro e um camião, foram queimados por assaltantes desde a última semana na estrada R22, entre Hluhluwe e Mbazwane, África do Sul.

O troço, a cerca de 90 quilómetros da fronteira com Moçambique, faz parte da ligação usada por vários transportadores entre Maputo e Durban.

Algumas das vítimas relataram à Lusa que foram apeadas sob a ameaça de grupos armados que, de seguida, atearam o fogo aos veículos.

Os ataques surgiram depois de comunidades locais daquela zona de KwaZulu-Natal se queixarem de vários roubos de veículos alegadamente contrabandeados para Moçambique e que têm passado impunes.

“Fazer a lei com as vossas próprias mãos, incendiando veículos, só vai agravar o problema”, explicou o comissário nacional da polícia sul-africana, Fannie Masemola, num encontro com a população na terça-feira.

A SAPS anunciou um reforço para “reprimir os sindicatos de roubo de veículos que estão a aterrorizar as comunidades” numa ação conjunta com as autoridades moçambicanas.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Verónica Macamo, descreveu na segunda-feira como “complicada” a situação provocada pelos ataques, assegurando esforços entre os governos dos dois países para acabar com a insegurança.

Na terça-feira, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, principal partido da oposição) considerou “repugnantes” os ataques, exigindo aos dois governos ações coordenadas para o fim da insegurança.

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