"Temos de continuar a ter a perceção do risco" da Covid-19 - Plataforma Media

“Temos de continuar a ter a perceção do risco” da Covid-19

A 30 de setembro termina o estado de alerta em relação à covid-19, medida decidida pelo Governo a 25 de agosto. Nesta altura, não se sabe ainda se esta será prolongada ou não, devendo o assunto ser discutido e decidido na próxima reunião de Conselho de Ministros, mas independentemente da decisão política a pneumologista Raquel Duarte, que a convite do Governo liderou as equipas que realizaram as propostas de desconfinamento nos últimos dois anos para o país, defende que o foco da população deve estar na “vacinação de reforço”, nos “comportamentos individuais” e na adequação da ventilação aos espaços. Isto, se quisermos “chegar a uma fase de normalização e de convívio com a covid-19”. Ou seja, destes três fatores dependerá muito a forma como irá decorrer o próximo outono-inverno, que, e como sublinha a médica, também “vai ter covid-19, gripe e outras infeções respiratórias, porque os vírus não desapareceram, internamentos hospitalares e mortalidade”.

Neste momento, destaca a especialista, “ninguém pensa nas medidas de travão extremas que foram usadas no passado, mas há coisas que têm de ficar e que não podemos esquecer, como o uso de máscara e os espaços fechados arejados”. Por exemplo, “se tivermos sintomas ou se estivemos em contacto com um doente, temos de nos abster de fazer socialização. Não devemos ir para os locais de trabalho ou outros sem máscara”.

Leia ainda: Macau recebe até novembro vacinas contra a covid-19 para crianças até aos três anos

Comparando os períodos de outono-inverno de 2020-21 e 2021-22, a pneumologista considera que há duas grandes lições a retirar para este ano: “A primeira é o evidente benefício da vacinação, que nos consegue proteger das formas graves da doença e reduzir a mortalidade. E a segunda é o comportamento cívico, as tais medidas não farmacológicas que foram eficazes na mitigação da transmissão do vírus”. Por isto, manifesta “alguma apreensão em relação à baixa adesão registada até agora da população mais idosa ao reforço sazonal da vacina contra a covid-19”.

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