Perda de cabelo e quebra de libido na lista de sintomas de Covid Longa - Plataforma Media

Perda de cabelo e quebra de libido na lista de sintomas de Covid Longa

Estudo britânico analisou dados de dois milhões de pessoas: 480 mil infetadas e não hospitalizadas e 1,9 milhões que terão escapado ao contágio. Análise soma mais dois novos sintomas de Covid Longa as já seis dezenas de sinais reportados

Um estudo britânico que envolveu mais de dois milhões de pessoas acaba de concluir pela adição de dois novos sintomas à lista de Covid Longa, ou seja, efeitos a longo prazo de quem foi contagiado pelo SARS-CoV-2. São eles a perda de cabelo e uma crescente falta de libido, e que se juntam a perto de seis dezenas de sinais, com particular destaque para, problemas respiratórios, perda de olfato, confusão mental e fadiga crónica.

A investigação coligiu os dados recolhidos entre janeiro de 2020 e abril de 2021, foi publicada na revista Nature Medicine (que pode ser lida no original aqui) e reuniu os sintomas mais frequentes declarados por quem teve covid-19 e após 12 semanas do episódio de infeção, comparando com quem não foi contagiado. A amostra foi composta por 480 mil pessoas que foram infetadas e não hospitalizadas e 1,9 milhões que terão escapado ao contágio.

“Esta pesquisa valida o que os pacientes têm dito aos médicos e decisores de políticas durante a pandemia, que os sintomas de Covid Longa são extremamente amplos e não podem ser totalmente explicados por outros fatores, como estilo de vida ou condições crónicas de saúde”, justifica, em comunicado, o professor clínicoem Saúde Pública da Universidade de Birmingham, Shamil Haroon.

Para o coordenador sénior do estudo, “os sintomas que identificamos devem ajudar os médicos e políticos a melhorar a avaliação de pacientes com efeitos a longo prazo do COVID-19 e, posteriormente, considerar como essa carga de sintomas pode ser melhor gerida”.

Em Portugal, desde março que estão definidas, pela Direção-Geral da Saúde, linhas orientadoras e abordagem clínica para a Covid Longa, em “crescimento” em Portugal, lia-se no documento à data. Sintomas, reconhecia a autoridade de Saúde, que podiam “interferir na qualidade de vida” das pessoas afetadas.

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