Biden compara coragem de ucranianos à de chineses de Tiananmen -

Biden compara coragem de ucranianos à de chineses de Tiananmen

O presidente norte-americano, Joe Biden, saudou esta sexta-feira a coragem do povo ucraniano, que lhe fez lembrar os acontecimentos da praça Tiananmen em 1989, e reiterou que o seu homólogo russo, Vladimir Putin, é “um criminoso de guerra”.

Em visita oficial à Polónia, no flanco oriental da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte), Biden declarou: “Quando vemos uma mulher de 30 anos em frente a um tanque com uma espingarda (…), se falamos da praça Tiananmen, isto é a praça Tiananmen em maior escala”.

Elogiou assim o povo ucraniano, sublinhando a sua “coragem e resistência”, ao falar em Rzeszow, no sul da Polónia, a 80 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, onde se deslocou no primeiro dia da sua visita à Polónia para ver com “os próprios olhos” a destruição causada pela invasão russa da Ucrânia.

Também classificou, pela segunda vez, Putin como “criminoso de guerra”, ao dirigir-se, durante uma reunião sobre a situação humanitária, ao seu homólogo polaco, Andrzej Duda.

“O mais importante que podemos fazer (…) é manter a unidade das democracias na nossa determinação e nos nossos esforços para reduzir a devastação provocada por um homem que é, acho eu, um criminoso de guerra. E penso também que estarão preenchidos os critérios legais [dessa definição]”, frisou Biden.

A 23 de março, o Governo norte-americano “comprovou oficialmente que os membros das forças russas cometeram crimes de guerra na Ucrânia”, segundo o secretário de Estado, Antony Blinken.

Em Rzeszow, Joe Biden começou a sua visita com um encontro com os militares da 82.ª divisão aerotransportada dos Estados Unidos.

Essa divisão, a última a abandonar o Afeganistão no verão passado, faz parte das forças destacadas no flanco oriental da NATO para reforçar a presença militar norte-americana após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Em seguida, assistiu a uma reunião sobre a situação humanitária na Ucrânia e área circundante, com o chefe de Estado polaco.

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