China e mundo islâmico têm desejo de aprofundar mais a cooperação

China e mundo islâmico têm forte desejo de aprofundar ainda mais a cooperação

O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, disse nesta segunda-feira que a China e o mundo islâmico têm um forte desejo de construir parcerias para a unidade, a justiça e o desenvolvimento.

Durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores paquistanês, Shah Mahmood Qureshi, Wang disse que é a primeira vez que ele comparece, na qualidade de ministro das Relações Exteriores chinês, à 48ª sessão do Conselho de Ministros das Relações Exteriores da Organização da Cooperação Islâmica (OIC) realizada em Islamabad.

Ele observou que sua presença no evento da OIC refletiu o forte desejo da China e do mundo islâmico de aprofundar ainda mais sua cooperação, dizendo que o tema da reunião dos ministros das relações exteriores da OIC – “Construindo Parcerias para a Unidade, Justiça e Desenvolvimento” – tem um significado especial nas circunstâncias internacionais atuais.

A China e o mundo islâmico ambos desfrutam de uma história profunda, buscam valores semelhantes e compartilham missões históricas, apontou Wang, acrescentando que a China está pronta para construir parcerias com os países islâmicos para apoio mútuo e entendimento mútuo.

A cooperação entre a China e o mundo islâmico é parte fundamental da cooperação Sul-Sul, disse Wang.

Diante das mudanças centenárias e da pandemia do século, Wang explicou que é necessário que a China e o mundo islâmico forjem uma unidade mais próxima e uma posição comum, falem com uma só voz e protejam seus interesses comuns.

Wang destacou que o mundo atual está longe de ser tranquilo, e o sistema internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais têm enfrentado sérios desafios.

A China está disposta a trabalhar com o mundo islâmico para perseguir o multilateralismo, salvaguardar a independência da soberania e a dignidade nacional de todos os Estados, defender os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e manter a equidade e justiça nas relações internacionais, salientou Wang.

Sublinhando o enorme potencial e vantagens complementares na cooperação entre a China e os países islâmicos, Wang garantiu que o país está pronto para se unir a amigos do mundo islâmico para fazer as devidas contribuições para a recuperação e o crescimento econômicos do mundo.

Related posts
AngolaSociedade

“Caçadores de óbito”, os truques para matar a fome em Luanda à custa dos funerais

MundoPolítica

Em 11 anos, guerra na Síria matou quase 500 mil pessoas

MundoSociedade

Estado Islâmico confirma morte do líder Abu Ibrahim al-Qurachi

MoçambiquePolítica

Moçambique foi o país que mais reduziu mortes por terrorismo

MundoPolítica

União Europeia perde terreno em África para potências rivais

Assine nossa Newsletter