Biden oferecerá a Putin 'uma via diplomática' sobre tensão na Ucrânia

Biden oferecerá a Putin ‘uma via diplomática’ sobre tensão na Ucrânia

O presidente americano vai oferecer ao seu contraparte russo “uma via diplomática” para tentar resolver a tensão sobre a Ucrânia, durante a conversa por telefone que os dois terão na quinta-feira, informou a Casa Branca esta quarta

Biden vai propor a Putin uma via diplomática para a situação na Ucrânia. Biden e Putin falarão por telefone “para discutir várias questões, incluindo os próximos compromissos diplomáticos com a Rússia”, anunciou uma porta-voz da Casa Branca para questões de segurança. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou a informação, especificando que o telefonema ocorrerá “na última hora da noite (horário de Moscou)”.

Biden, que falará com Putin de sua casa em Delaware, se dirá disposto a empreender “uma via diplomática”, mas os Estados Unidos, que seguem “profundamente preocupados” com a presença de tropas na fronteira com a Ucrânia, também estão “preparados para responder” em caso de invasão, afirmou um alto funcionário da Casa Branca.

Washington “gostaria que as tropas voltassem às suas áreas de treinamento habituais”, disse esta fonte.

O telefonema entre os chefes de Estado acontecerá duas semanas antes das negociações entre os dois países, marcadas para 10 de janeiro, sobre os tratados de controle de armas nucleares e a situação na fronteira russo-ucraniana, onde o Ocidente acusa Moscou de concentrar tropas para um possível ataque.

Leia mais sobre o assunto em: Putin diz acreditar em ‘diálogo eficaz’ com EUA

Importância dos aliados

O governo Biden continua realizando “ampla diplomacia com nossos aliados e parceiros europeus, consultando e coordenando uma abordagem comum em resposta à concentração militar da Rússia na fronteira com a Ucrânia”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Emily Horne, em um comunicado.

Na quarta-feira, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, se reuniu primeiramente com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e em seguida com os homólogos de França, Alemanha e Reino Unido.

O chefe da diplomacia americana “reiterou o apoio inabalável dos Estados Unidos à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia em face do reforço militar da Rússia”, disse seu porta-voz, Ned Price.

Zelensky também mencionou “esforços diplomáticos para alcançar a paz” e enfatizou em um tuíte que havia recebido garantias de “total apoio americano” para “combater um ataque russo”.

Com os ministros das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, da Alemanha, Annalena Baerbock, e do Reino Unido, Elizabeth Truss, Bliken conversou sobre “a importância da coordenação contínua para dissuadir qualquer ataque russo contra a Ucrânia”.

Os quatro chanceleres também reafirmaram o “consenso” para “impor consequências pesadas e custos exorbitantes à Rússia” em caso de agressão.

Rússia descarta concessões

Esta será a segunda conversa telefônica entre as duas lideranças em menos de um mês. No início de dezembro, Joe Biden ameaçou Vladimir Putin com sanções “como nunca viu” se atacasse a Ucrânia.

A Rússia afirma ter agido em resposta ao que considera uma hostilidade do Ocidente e recentemente apresentou dois projetos de um tratado para impedir a expansão da Otan e encerrar as atividades militares das potências ocidentais perto das fronteiras russas. Acima de tudo, quer evitar que a Ucrânia se torne membro da Aliança Atlântica.

A negociação de 10 de janeiro é tensa. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, descartou “concessões” desde o início e os Estados Unidos já haviam alertado que alguns pedidos russos eram “inaceitáveis”.

Essas negociações bilaterais precederão uma reunião marcada para 12 de janeiro entre a Rússia e a Otan. Ela é seguida de outra no dia seguinte entre Moscou e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), da qual os Estados Unidos fazem parte, um porta-voz americano relatou na segunda-feira.

Em 2014, a Rússia anexou parte do território ucraniano, a península da Crimeia, manobra por qual foi alvo de sanções.

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