Mulheres de craques do futebol vencem em nome próprio -

Mulheres de craques do futebol vencem em nome próprio

Formada em Direito e com carreira na advocacia, além de ter passado pelo jornalismo televisivo no Porto Canal, Cristiana Gonçalves Pereira é a prova de que o casamento com um jogador de futebol não hipoteca a afirmação pessoal. Até porque quando, em junho de 2019, trocou alianças com Sérgio Oliveira, médio do F. C. Porto, já tinha o seu caminho profissional bem traçado. No ano passado, tornou-se dona da agência Best Models, passando a mover-se pelos bastidores da moda.

O negócio de lingerie foi e é a aposta de Cindy García, a noiva de outro portista, Matheus Uribe, através de marca homónima. A viver em Vila Nova de Gaia, com três filhos (Esteban, Antonia e Ángel), a empresária viaja muitas vezes até ao país natal, Colômbia, para participar em feiras e representar-se em stand próprio.

Ser mãe não impede a emancipação, como atesta ainda a mulher do benfiquista Pizzi. Em maio, Maria de Barros – que é licenciada em Engenharia Civil e há muito tem uma loja multimarcas em Lousada -, lançou a marca de calçado Strelitzia. Avançou quando os filhos, Afonso, de cinco anos, e Francisco, de dois, começaram a ficar mais independentes, deixando-lhe mais tempo para dar asas aos sonhos, até porque não gosta de estar parada. “Posso fazer e sempre quis fazer mais”, confessou ao JN.

Natural do Sul do Brasil, Caroline Nunes mudou-se para Portugal no verão de 2019, depois de o marido, o médio-defensivo João Afonso, assinar pelo Gil Vicente. Formada em Ciências Biológicas, acabou por nunca exercer, devido ao rumo que a vida levou. Depois de os filhos, Vicente e Antonia, entrarem para o infantário, apostou na formação e é agora como consultora de imagem que construiu a carreira. “Senti que era o momento de fazer algo por mim”, assume, lamentando que os nomes das mulheres de jogadores sejam “sempre lembrados por associação, como “a esposa do João” ou “a mulher de fulano””. À conta disso, “muitas mulheres têm crises de identidade. Não sabem quem são, nem do que gostam. Não se reconhecem, até na forma de vestir”, sublinha Caroline.

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