Ritmo de aumento de novos casos estava a desacelerar -

Ritmo de aumento de novos casos estava a desacelerar

O ritmo de crescimento de novos casos de covid-19 teve um pico quando há cerca de duas semanas atingiu uma taxa média diária da ordem dos 5%, mas “dias depois esta taxa começava a abrandar para um crescimento de 4% a 3%”, o que “significava que o aumento de casos estava claramente a desacelerar”. Mas, agora, e desde há uns dias, o ritmo de crescimento de casos está nos 2,5%.

Uma situação que, segundo explicou ao DN o epidemiologista Manuel Carmo Gomes, que integra a equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que faz a modelação da doença desde o início da pandemia, pode significar que este abrandamento no aumento de casos estagnou. “O que me parecia é que estava a haver uma desaceleração no ritmo de crescimento, agora já não tenho tanta certeza de que esta continue. Vamos precisar de mais alguns dias para confirmar esta tendência”.

No entanto, comenta, “se isso aconteceu não é bom”, já que o abrandar o ritmo de crescimento é uma necessidade, uma prioridade para não se chegar ao Natal com a duplicação dos casos que temos agora. Aliás, este tem sido um cenário para o qual os especialistas têm vindo a alertar e que levou, igualmente, o Governo a aprovar novas medidas de rastreamento nas entradas em restaurantes, bares, discotecas, eventos desportivos, culturais e até no próprio país. Como explica o matemático e epidemiologista da Faculdade de Ciências de Lisboa, “não importa só que os casos comecem a descer, o que importa é a velocidade a que acontece esta descida”.

O boletim diário da DGS sobre a evolução da doença, publicado ontem, dava conta que a incidência tinha subido de 374,0 por 100 mil habitantes a nível nacional para 410,4. No entanto, o R (t) – ritmo de transmissibilidade – desceu de 1.14 a nível nacional para 1.10, embora estas atualizações sejam feitas com dados que registam um intervalo de dois a três dias. Na análise feita pela Faculdade de Ciências aos números oficiais, “o R (t) estava claramente a descer, mas parece que esta descida parou”, contudo, sublinha o matemático, “a ideia que temos é que também não piorou”.

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