Portugal fica na cauda do investimento público em 2022 -

Portugal fica na cauda do investimento público em 2022

Em 2022, Portugal continuará entre os países da Europa com os níveis mais débeis de investimento público, mesmo contando com a ajuda substancial dos fundos europeus, entre eles as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O problema crónico da falta deste tipo de investimento continua. Esta rubrica da despesa contribuiu bastante para reduzir o défice nos últimos anos, mas agora ressurgiu como fundamental no discurso político europeu no sentido de lançar as sementes de uma nova era produtiva e sustentável na Europa da pós-pandemia.

A conclusão sobre as fragilidades de Portugal neste tipo de investimento é da própria Comissão Europeia nas novas previsões económicas de outono, ontem divulgadas (11 de novembro de 2021).

Segundo o estudo, Portugal passa de último no ranking europeus (UE) do investimento público (em 2020) para quinto pior no ano que vem. A maior ajuda para esta ‘melhoria’ vem dos fundos europeus e das verbas do PRR, como referido.

Mas é pouco, sobretudo quando se compara os restantes pares europeus. O peso do investimento público costumava andar na casa dos 4% a 5% do produto interno bruto (PIB) até o país cair na bancarrota e chegar a troika e o governo PSD-CDS, que aplicou o programa de ajustamento. Em 2014, o investimento público cairia para 2% do PIB.

Mas não se ficou por aí. O primeiro ano de governação do PS foi responsável pelo valor mais baixo do rácio de investimento público nas séries oficiais (Comissão e INE) que remontam a 1995.

Em 2016, o investimento público tocaria num mínimo de 1,5%, indica a CE. E durante três anos seguidos (de 2017 a 2019) ficaria acorrentado em 1,8% do PIB. Foi decisivo para o brilharete nas contas públicas e para o excedente orçamental de 0,1% em 2019. Mas depois veio a pandemia.

Leia mais em Dinheiro Vivo

Assine nossa Newsletter