Armando Vara: "Estive a cumprir pena por crimes que não cometi" -

Armando Vara: “Estive a cumprir pena por crimes que não cometi”

O antigo ministro e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos, Armando Vara, saiu esta segunda-feira em liberdade do Estabelecimento Prisional de Évora.

Armando Vara foi libertado depois de cumprir dois anos e nove meses de uma pena total de cinco anos, no âmbito do processo Face Oculta.

“Estive dois anos e nove meses a cumprir pena por crimes que não cometi e impossibilitado de sair, o que é também um exagero para o tipo de criminalidade de que fui considerado culpado”, disse à saída do Estabelecimento Prisional de Évora, acrescentando que a sua condenação teve uma componente política: “Deveria ter sido condenado a pena suspensa e não a prisão efetiva.”

Ainda segundo Vara, o Tribunal sempre rejeitou os pedidos de liberdade condicional e precárias porque “ninguém compreenderia que uma condenação por crimes no exercício de funções públicas viesse a não cumprir uma pena agravada”, algo que considerou ser “mentira”. “Finalmente, a Justiça cumpriu simplesmente a lei”, referiu ainda.

O ex-ministro estava preso desde 16 de janeiro de 2019, dia em que se apresentou voluntariamente no Estabelecimento Prisional de Évora, sendo que foi libertado esta segunda-feira após um perdão parcial da pena.

Está em causa o regime excecional criado no âmbito da pandemia de covid.-19, que se aplica a quem já tenha cumprido pelo menos metade da pena.

Em comunicado do Tribunal Judicial da Comarca de Évora refere-se que o TEP informa que “Armando António Martins Vara, condenado na pena única de cinco anos de prisão pela prática de três crimes de tráfico de influência”, no âmbito do processo Face Oculta, “foi hoje libertado ao abrigo da Lei n.º 9/2020, de 10 de abril (Regime Excecional de flexibilização da execução das penas e das medidas de graça, no âmbito da pandemia da doença Covid-19), a qual permanece em vigor”

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