Independentistas de Cabinda reivindicam ter matado sete soldados angolanos - Plataforma Media

Independentistas de Cabinda reivindicam ter matado sete soldados angolanos

O braço-armado da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) reivindicou hoje ter matado sete soldados das Forças Armadas Angolanas (FAA) num ataque realizado na madrugada, prometendo continuar os ataques até que Luanda assuma um “diálogo franco”.

“Na madrugada desta segunda-feira, isto é, pelas 03:04, um ataque levado a cabo por Comandos do Grupo 18, juntamento com as tropas especiais do CEMG [chefe do estado-maior general, Paulo Certeza] ‘Kiedika’, das Forças Armadas Cabindesas (FAC), resultou na morte de sete soldados das FAA e vários feridos no Tando Bilala, perto de Tchitanzi, zona de Lico, junto da fronteira com a República do Congo”, escreveram num comunicado enviado à Lusa.

Na nota, as Forças Armadas Cabindesas (FLEC/FAC) acrescentam que recuperaram uma arma e várias munições “abandonadas pelo inimigo”.

Nenhuma fonte das FAA confirmou a ocorrência destes confrontos militares com a FLEC.

A FLEC/FAC referiu também que se observa “muita movimentação das tropas congolesas vindas para apoiar os colegas do Exército angolano junto da fronteira”.

“Cabinda está ocupado ilegalmente e as nossas forças continuam e continuarão a defender o nosso território até que Angola venha assumir diálogo franco e de forma inclusiva” com a FLEC/FAC e a sociedade civil “que compõe os verdadeiros filhos da terra”, concluem.

A província angolana de Cabinda, onde se concentra a maior parte das reservas petrolíferas do país, não é contígua ao restante território e desde há anos que líderes locais defendem a independência, alegando um passado colonial autónoma de Luanda.

A FLEC, através do seu “braço armado”, as FAC, luta pela independência daquela província, alegando que o enclave era um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, e não parte integrante do território angolano.

Cabinda é delimitada a norte pela República do Congo, a leste e a sul pela República Democrática do Congo e a oeste pelo Oceano Atlântico.

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