Finais masculina e feminina dos 400m com barreiras destacam-se nos Jogos de Tóquio

Finais masculina e feminina dos 400m com barreiras destacam-se nos Jogos de Tóquio

A americana Sydney McLaughlin conquistou a medalha de ouro nos 400 metros com barreiras dos Jogos de Tóquio, nesta quarta-feira, quebrando seu próprio recorde mundial, com o tempo 51 segundos e 46 centésimos, um dia após o norueguês Karsten Warholm ter feito o mesmo, com o lugar mais alto do pódio e superando a melhor marca do mundo na prova masculina, que também pertencia a ele, com 45s94

Além disso, as duas finais tiveram em comum o fato dos três primeiros colocados terem corrido abaixo dos respectivos recordes olímpicos, com seus medalhistas de ouro e prata superando os recordes mundiais vigentes até então.

Outro ponto em comum é que tanto McLaughlin quanto Warholm haviam estabelecido os seus recordes mundiais anteriores há menos de dois meses.

Warholm voou na pista do Estádio Olímpico da capital japonesa, reduzindo em 76 centésimos de segundo a melhor marca mundial, que havia batido em 1º de julho em casa, em Oslo, onde completou a prova em 46s70

Já McLaughlin, que no final de junho havia batido o recorde mundial com o tempo de 51s90 na seletiva olímpica americana, chegou à frente de sua compatriota Dalilah Muhammad (51s58), ouro na Rio-2016 e atual campeã mundial, na final de Tóquio, enquanto a holandesa Femke Bol (52s03) levou o bronze. 

“Ainda não consigo acreditar. Tenho a certeza que vou processar na minha mente e comemorar mais tarde. Foi uma grande corrida”, declarou a vencedora. 

“Eu vi que Dalilah estava na minha frente quando ainda havia uma barreira. E eu pensei ‘faça sua corrida’. Tudo é realmente decidido a partir da barreira sete (de uma série de dez)”, acrescentou. 

McLaughlin, que vai completar 22 anos, está em sua segunda Olimpíada. Na primeira, no Rio de Janeiro, não passou das semifinais, mas nas últimas temporadas já havia se tornado uma das superestrelas da prova, que vive um momento de esplendor nas categorias masculina e feminina . 

A jovem californiana foi vice-campeã mundial nos 400m com barreiras em Doha-2019, em uma edição em que levou o ouro como integrante da equipe americana no revezamento 4x400m. 

O ouro conquistado na capital japonesa é sua primeira medalha olímpica e a confirmação do início de seu reinado neste evento. 

Há cinco anos, nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, onde não conseguiu entrar na final, ela chamou a atenção como uma grande promessa, quando se tornou a mais jovem representante do atletismo dos Estados Unidos em uma Olimpíada desde Munique 1972. 

Por sua vez, Dalilah Muhammad, de 31 anos, alcançou seu recorde pessoal, mas não foi o suficiente para revalidar o título olímpico. 

– Um talento precoce –

Se nos 400m com barreiras masculinos o duelo entre Karsten Warholm e o americano Rai Benjamin (com o brasileiro Alison dos Santos ficando com o bronze) se tornou nos últimos anos um incentivo para ambos melhorarem seus tempos, a rivalidade entre Muhammad McLaughlin teve um efeito semelhante. 

A russa Yulia Pechonkina deteve o recorde mundial por 16 anos, com 52s34 registrados em 2003, até que as duas americanas surgiram no cenário. 

Muhammad estabeleceu uma nova marca de 52s20 em julho de 2019 e depois derrotou McLaughlin com o recorde mundial na final de Doha-2019, em uma das melhores corridas já registradas (52s16 contra 52s23). 

McLaughlin, nascida em New Brunswick (Nova Jersey), foi considerada um prodígio desde muito jovem. Com 15 anos já era campeã mundial nas categorias de base contra rivais dois anos mais velhas, e sua evolução tem sido constante. 

Três dias antes de seu 22º aniversário, ‘GoSydGo’ (seu pseudônimo nas redes sociais) viu Muhammad arrancar como uma bala na final desta quarta-feira, mas barreira a barreira ela conseguiu recuperar a desvantagem, até assumir a liderança nos últimos 40 metros e se tornar uma das estrelas do atletismo nos Jogos de Tóquio.

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