Contingente militar da SADC já está em Moçambique - Plataforma Media

Contingente militar da SADC já está em Moçambique

O Ministério da Defesa moçambicano anunciou hoje a chegada ao país de uma “equipa de avanço” para a preparação das condições de envio da força militar da SADC que vai apoiar o combate aos grupos armados na região norte.

“Já existe essa equipa de avanço que está a trabalhar com as nossas equipas no terreno, para a receção da força” da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa, Omar Saranga, em declarações à emissora pública Rádio Moçambique.

Saranga assegurou que quando o efetivo militar da SADC desembarcar, a população moçambicana vai tomar conhecimento, porque se trata de um contingente numeroso.

“Quando a força chegar, por ser uma força substancial, todo o mundo há-de-ver que a força chegou, porque não é uma força que vem para se esconder, é uma força que vem para apoiar os esforços nacionais de combate ao terrorismo”, enfatizou o porta-voz do Ministério da Defesa.

Omar Saranga respondia a informações postas a circular por alguns órgãos de comunicação social de que o contingente da SADC já desembarcou no aeroporto de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, norte do país.

No âmbito de um mandato outorgado pelos chefes de Estado e de Governo da SADC, a organização regional vai destacar para Moçambique um contingente militar para o combate aos grupos armados que protagonizam ataques na província de Cabo Delgado há mais de três anos.

Não é publicamente conhecido o número de militares que a organização vai enviar a Moçambique, mas peritos militares já tinham avançado que a missão deve ser composta por cerca de três mil homens.

Em Cabo Delgado, já se encontra um contingente de mil militares e polícias do Ruanda para a luta contra os grupos armados, no quadro de um acordo bilateral entre o Governo moçambicano e as autoridades de Kigali.

Grupos armados aterrorizam a província de Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo Estado Islâmico.

Há mais de 2.800 mortes segundo o projeto de registo de conflitos ACLED e 732.000 deslocados de acordo com as Nações Unidas.

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