Impacto indireto da covid-19 é maior nos jovens: mais peso, pior sono, mais álcool e drogas - Plataforma Media

Impacto indireto da covid-19 é maior nos jovens: mais peso, pior sono, mais álcool e drogas

Consequências físicas foram graves nos mais velhos, mas são os novos que têm mais problemas sociais. E não são os com mais de 70 anos a ter mais medo de contrair a doença. E a maioria concorda com as medidas de combate à pandemia.

Os jovens são o grupo que mais tem sofrido no dia-a-dia com a pandemia, conclui o estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) Impactos económicos, sociais e políticos da covid-19 em Portugal, que será apresentado esta segunda-feira. Metade dos entrevistados com idades entre os 15 e os 20 anos referem alterações de peso ou do sono, 20% admitem um aumento do consumo de álcool e de tabaco e 11% iniciaram-se nos fármacos psicotrópicos.

A conclusão é sublinhada por Maria Manuela Calheiros, coordenadora do capítulo Sociedade, dedicado à saúde e ao bem-estar, ao funcionamento social e equilíbrio económico. “A covid-19 teve um maior impacto, mesmo que indireto, nessa faixa etária, o que para mim foi surpreendente. Não foram só as idades mais avançadas que viveram estas questões intensamente. A geração jovem sofreu um impacto indireto maior e com diferenças significativas. Ficaram muito menos ativos, muito menos regulares no sono, devido às alterações dos horários escolares, deixaram de ter os ciclos de vida habituais”, explica.

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