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China disputa com Alibaba e Tencent para implementar sua moeda digital

Amanda Lemos

Brasil ainda conversa sobre Pix, enquanto Camboja e Bahamas também avançam em moedas digitais.

O e-yuan da China é uma das iniciativas de moeda digital de um banco central mais avançadas do mundo, com mais de 2 bilhões de yuans (US$ 314 milhões) gastos até agora. No entanto, o país tem dois obstáculos pela frente: o AliPay e o WeChat Pay, principais meios de pagamentos no país.

A China iniciou as conversas sobre criptomoedas em 2014 e começou seu projeto piloto no fim do ano passado. Segundo o jornal South Morning China, existem hoje 11 regiões do país em que o e-yuan foi implementado para testes.

O plano do país é colocar a moeda em circulação entre estrangeiros durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022. A ideia é que esse grupo possa fazer as conversões de suas moedas nacionais direto para o e-yuan.

Kelly Luostarinen, diretora em intercâmbio da PwC China no Brasil, afirma que a corrupção e a lavagem de dinheiro levaram o governo a olhar mais atentamente para as moedas digitais. “Houve esse movimento por parte do banco central de manter a soberania monetária”, diz.

Outra razão para a ofensiva chinesa na área é o crescimento das big techs do país, afirmam analistas. A autoridade central chinesa vem impondo sanções a grupos como Alibaba e Tencent desde o fim do ano passado.

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