Macau arranca com plano para a década para reforçar sentimento patriótico nos jovens - Plataforma Media

Macau arranca com plano para a década para reforçar sentimento patriótico nos jovens

O Governo de Macau começou desde segunda-feira a implementar a nova política de juventude para os próximos 10 anos, que inclui o reforço do sentimento patriótico nos jovens desta região administrativa especial chinesa.

Herdar o amor à pátria e a Macau e reforçar o sentimento patriótico, “exercitar a virtude, aprimorar a qualidade física e mental”, “aumentar as capacidades integradas, promover o desenvolvimento integral”, “construir, em conjunto, uma atmosfera harmoniosa, criar uma sociedade inclusiva” e “melhorar a participação social, participar no desenvolvimento do País”, são os objetivos da “Política de Juventude de Macau (2021-2030).

De acordo com o documento apresentado na segunda-feira, tanto o amor à China, como a Macau, são valores fundamentais do território, e o novo plano para a próxima década pretende fortalecer o sentimento de identidade e pertença dos jovens, “através de uma educação sistemática e atividades diversificadas”.

O objetivo para a próxima década passa ainda pelo reforço “dos conhecimentos dos jovens sobre a cultura, a história, as montanhas, os rios, a terra, os hábitos e costumes populares, entre outros, da nação chinesa”, e por “permitir o conhecimento e a reflexão sobre o processo de desenvolvimento e os sucessos do País”.

Respeitar, conhecer e defender a Constituição da República Popular da China e a Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China, assim como o posicionamento do território no princípio “Um País, Dois Sistemas” e o papel de Macau no desenvolvimento nacional, são outros dos objetivos que o Governo pretende implementar junto dos jovens entre os 13 e 35 anos.

Para que estes conceitos sejam concretizados, “serão lançados vários planos de ação”, pode ler-se no documento.

A transferência da administração de Macau ocorreu no final de 1999, pouco mais de dois anos depois de a China ter recuperado a soberania sobre Hong Kong.

Em ambos os casos, Pequim aplicou o princípio “Um País, Dois Sistemas”, que permitiu a Hong Kong e Macau manterem o sistema capitalista e o modo de vida, incluindo direitos e liberdades de que gozavam as respetivas populações.

As duas regiões têm autonomia em todas as áreas, exceto na diplomacia e na defesa.

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