"Portugal está numa situação frágil em relação à variante Delta e isso exige medidas" - Plataforma Media

“Portugal está numa situação frágil em relação à variante Delta e isso exige medidas”

Miguel Castanho, do Instituto de Medicina Molecular, considera surpreendente a rapidez da propagação da estirpe. O especialista pede medidas ao Governo e dá o exemplo do Reino Unido que adiou a última fase de desconfinamento.

A rapidez da propagação da variante Delta em Portugal está a surpreender os especialistas. No relatório do Instituto Ricardo Jorge de 31 de maio, a variante identificada inicialmente na Índia representava apenas 4,8%. Agora, 20 dias depois, a estirpe já é dominante em Lisboa e Vale do Tejo, com 60% e representa 15% na região Norte, segundo os dados preliminares avançados pelo instituto de saúde pública este sábado.

À TSF, o investigador Miguel Castanho assume “surpresa” pela rapidez de disseminação da variante Delta, mas lembra o que se passa no Reino Unido. “Era um quadro possível, ninguém arriscaria dizer que seria galopante desta forma pelo menos na região de Lisboa. Portanto, aquilo a que estamos a assistir a partir de Lisboa, é que de facto esta variante Delta é bastante transmissível e, portanto, temos o vírus em mutação e a adquirir novas formas”, refere o especialista, sublinhando que a variante Delta também contribui para a doença mais grave.

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