Chuva fez subir nível das águas - Plataforma Media

Chuva fez subir nível das águas

No início do mês de junho, Macau sofreu com chuvas torrenciais nunca antes vistas, com mais de 400 milímetros de água a causar cheias por toda a cidade. Estas grandes chuvas testam a capacidade dos esgotos da cidade e com a época dos tufões a aproximar-se são também um teste à habilidade de Macau de controlar cheias com subidas do nível das águas.

Estas fortes chuvas repentinas são diferentes das cheias anteriormente causadas por marés de tempestades, durante tufões. O trajeto de um tufão pode ser previsto com dois ou três dias de avanço, deixando tempo suficiente para a preparação de medidas de controlo das águas como comportas e sacos de areia. Todavia, os avisos para estas chuvas foram apenas emitidos com algumas horas de antecedência. Mesmo tendo a Direção dos Serviços Meteorológicos e Geofísico anunciado chuva alguns dias antes, não foi possível prever as cheias.

Estas foram causadas pela falta de uma rede de esgotos capaz de escoar a água a tempo. Zonas subterrâneas de várias fábricas ficaram inundadas, assim como parques de estacionamento subterrâneos e as comuns sarjetas, que funcionam como escoadouro de águas nas ruas. Aproximando-se a época dos ventos fortes, é importante desentupir todos os canais existentes, cabendo-nos a todos manter a rede de esgotos sem obstruções. Todos sabemos que as pessoas procuram as soluções mais convenientes, deitando muitas vezes pontas de cigarro e outros pequenos objetos para as entradas desses escoadouros, que irão inevitavelmente causar obstruções e afetar a capacidade de escoamento de águas.

Num mundo a sofrer uma constante subida das temperaturas, as ocorrências de fenómenos meteorológicos extremos também aumentam. Como cidade costeira, Macau sofre com tufões e tempestades, e apenas com mecanismos de prevenção deste tipo de catástrofes é que poderemos transformar este local numa cidade ainda mais habitável, minimizando os riscos para a população. As chuvas desta semana não causaram vítimas e esperemos que Macau resista a mais uma época de monções.

*Editor da edição em chinês do Plataforma

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