PNUD e Governo timorense lançam programa de apoio para limpeza em Díli

PNUD e Governo timorense lançam programa de apoio para limpeza em Díli

As Nações Unidas com o apoio do Banco Asiático de Desenvolvimento lançaram hoje com o Governo timorense um novo programa que vai canalizar subsídios financeiros e material de construção a 50 aldeias de Díli.

“Juntos a Servir a Comunidade” é uma iniciativa de emprego de emergência do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para a resposta e recuperação das inundações do início de abril, que causaram 41 mortos e desaparecidos e afetaram dezenas de milhares de famílias.

Lançada hoje numa aldeia do suco de Campo Alor, no centro de Díli, a iniciativa consiste em “proporcionar às populações afetadas pelas cheias oportunidades imediatas de emprego que estimulem as economias locais e melhorem o saneamento”, como explicou a responsável do PNUD em Timor-Leste, Tuya Altangerel

Mais de 5.000 pessoas vão receber dinheiro pelo seu trabalho, retirando detritos e reparando infraestruturas comunitárias básicas em mais de 50 aldeias afetadas pelas cheias, num programa que decorre até final do ano e que está orçado em 1,4 milhões de dólares (1,15 milhões de euros).

O projeto é cofinanciado pelo Governo de Timor-Leste, pelo Fundo de Resposta a Desastres da Ásia-Pacífico do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) que é financiado pelo Governo do Japão, pelo Governo da Coreia do Sul e pelo PNUD.

Cada uma das comunidades beneficiadas trabalhará durante um mês para limpar e reabilitar as suas comunidades, incluindo remoção e eliminação de resíduos, limpeza de espaços abertos, estradas laterais e drenagens.

Simbolicamente foram entregues hoje a vários habitantes da zona um conjunto de material e ferramentas e ainda equipamento de proteção pessoal para a prevenção da covid-19.

Serão ainda estabelecidas locais de água potável e de lavagem de mãos.

Sunil Mitra, responsável do BAD em Timor-Leste disse que o programa ajudará não apenas com a recuperação das comunidades depois das cheias mas também “com oportunidades de emprego, estimulando a recuperação local” em 50 das zonas mais afetadas pelas cheias.

O diretor-geral de Gestão e Mobilização de Recursos Externos do Ministério das Finanças, Antonio Freitas, disse que o programa faz parte das iniciativas do Governo em parceria com a comunidade internacional de resposta aos efeitos das cheias.

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