Eventual levantamento de patentes pode não levar a "perdas relevantes" para farmacêuticas - Plataforma Media

Eventual levantamento de patentes pode não levar a “perdas relevantes” para farmacêuticas

Na semana em que o Parlamento Europeu reúne-se para discutir as patentes das vacinas contra a covid-19, o economista Paulo Rosa admite que um eventual levantamento das patentes ou licenciamento pode não se traduzir, para as farmacêuticas que detêm patentes, em “perdas relevantes, porque estas farmacêuticas detêm o Know How da produção”. No entanto, “poderia existir alguma redistribuição de receitas”.

A suspensão das patentes da vacina para a covid-19 pode não ter efeitos relevantes nas contas das farmacêuticas que as desenvolveram e produzem, embora, eventualmente, possa levar a uma “redistribuição” das receitas dos laboratórios, defende Paulo Rosa, economista sénior do Banco Carregosa.

A suspensão das patentes pode não ter efeitos muito relevantes nas contas das empresas farmacêuticas. A Pfizer, quando divulgou os resultados do primeiro trimestre, indicou que a receita obtida com as vacinas foi de 3,5 mil milhões de dólares. Paulo Rosa, economista sénior do Banco Carregosa, lembra que a “vacina da Pfizer/Bioentech é uma das mais bem-sucedidas, nomeadamente no mundo ocidental” mas que “a maior parte das receitas das farmacêuticas globais advém das vendas de medicamentos, porque estes são, em muito casos, utilizados mais frequentemente por doente crónicos”.

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