"A CASA-CE deve mais de 5 milhões de dólares a um chinês" - Plataforma Media

“A CASA-CE deve mais de 5 milhões de dólares a um chinês”

Manuel Fernandes herdou na liderança da CASA-CE um activo e também um passivo de mais de 5 milhões de dólares, fruto de uma dívida contraída a um cidadão chinês para a participação nas eleições de 2017.

Há três meses na liderança da CASA-CE, em substituição do almirante e deputado André Mendes de Carvalho ‘Miau’, que, por sua vez, ‘afastou’ Abel Chivuvukuvu, o também político Manuel Fernandes procura resgatar a mística desta coligação, por sinal a terceira força política na Assembleia Nacional.

Herdou um activo e também um passivo de mais de 5 milhões de dólares, fruto de uma dívida contraída a um cidadão chinês para a participação nas eleições de 2017. Na política desde muito novo, tendo-se tornando secretário-geral do PALMA, que hoje dirige, com apenas 21 anos de idade, Fernandes é o mais novo conselheiro da República. Aborda, nesta conversa, o futuro da coligação, descarta aderir à chamada Frente Patriótica, considera-se presidenciável e apresenta, aqui, a sua versão sobre a criação da CASA-CE, relatando que tudo partiu de uma abordagem que o próprio fez, inicialmente, a Abel Chivukuvuku, quando este ainda estava na UNITA

O que lhe vem à alma quando pensa em Quitexe?

Para dizer a verdade, nasci na diáspora, no Zaire (actual Congo Democrático). O meu pai foi um antigo guerrilheiro do Exército de Libertação Nacional de Angola (ELNA), braço armado da FNLA, treinado na base do Kinkuzu, uma região militar do Congo Democrático, no Baixo Congo. Era dos que escoltavam os angolanos que se refugiavam no Congo Democrático na altura da guerra de libertação nacional. Foi assim que a minha mãe teve que seguir no ano de 1966. Eu pessoalmente e a irmã que me segue nascemos já na actual RDC. Depois de soprarem os ventos da liberdade foi assim que se regressou, em 1974. Na altura, tinha dois anos de idade. Fomos directamente para a terra natal dos meus pais, que é também a minha, porque apenas o meu cordão umbilical ficou lá fora. Portanto, é uma história muito bonita dos meus pais do ponto de vista da resistência e contribuição para este país. Sem receio, digo que sou filho de heróis anónimos, porque são pessoas que se bateram tanto para a auto-determinação deste país, mas não conseguiram usufruir daquilo que foram os sonhos que os levaram, de forma destemida, a pegar em armas para acabar com a opressão.

Leia mais em O País

Assine nossa Newsletter