Fugir aos impostos dentro da lei. Novo Banco, velhas práticas - Plataforma Media

Fugir aos impostos dentro da lei. Novo Banco, velhas práticas

Gestora de créditos imobiliários diz que é normal a criação de sociedades “fantasma” para não se pagar impostos, porque a lei o permite.

Não é fiscalista e não é advogado e por isso o gestor de créditos imobiliários Nuno Espírito Santo, confrontado esta terça-feira pelos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito às perdas registadas pelo Novo Banco, disse que desconhece a razão pela qual o fundo Anchorage recorreu a sociedades já constituídas há mais de três anos, desta forma os imóveis comprados em carteira ao Novo Banco não pagaram IMT (Imposto Municipal de Transações).

Um Imposto de Transações na ordem dos 20 milhões de euros não foi assim pago pelas sociedades detidas pela Anchorage, mas isto não é nada de anormal nos negócios imobiliários, reconhece Nuno Espírito Santo.

“O que eu lhe posso dizer é que existe uma prática de mercado, em transações equivalentes, que utilizam o mesmo tipo de estruturas, com sociedades de direito português para a compra e revenda de imóveis e que têm um enquadramento legal e fiscal que foi legislado nesta casa”, na Assembleia de República, sublinha o gestor.

Leia mais em TSF

Assine nossa Newsletter