Portugal foi esconderijo para 263 criminosos internacionais - Plataforma Media

Portugal foi esconderijo para 263 criminosos internacionais

Na sexta-feira da semana passada, a Polícia Judiciária (PJ) deteve, em Leiria, Rodrigo Chaves, um brasileiro, de 38 anos, que fugiu para Portugal, depois de, em janeiro do ano passado, ter assassinado a tiro a ex-sogra e atirado o corpo a um riacho.

No dia seguinte, foram detidos os montenegrinos Igor e Vladimir Bozovic. Pai e filho são elementos destacados da Kavac, uma das mais violentas máfias dos Balcãs, e há um ano que estavam escondidos numa quinta do Redondo, no Alentejo. Eram procurados desde 2017 por crimes como homicídio, extorsão, branqueamento de capitais e tráfico de armas e droga.

Com estes casos, aumentou para 263 o número de criminosos que, desde 2018, foram detidos em Portugal, país que escolheram como esconderijo. Destes, 230 foram extraditados. No mesmo período, foram detidos no estrangeiro a pedido das autoridades nacionais 357 homicidas, traficantes, violadores ou raptores, que cometeram crimes em território português.

Os dados foram disponibilizados ao JN pelo Gabinete Nacional da Interpol e dizem respeito ao cumprimento de mandados de detenção, quer europeus, quer internacionais. Liderado pela inspetora-chefe da PJ Helena Gravato, este gabinete é uma estrutura essencial para a cooperação internacional no combate ao crime. “Os canais de cooperação internacionais são fortes e a troca de informação é constante. Recebemos entre oito e 15 mil mensagens por dia, só da Interpol. Se incluirmos a Europol, falamos de outras tantas”, refere.

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