FMI vê Portugal como campeão do ajustamento orçamental na zona euro - Plataforma Media

FMI vê Portugal como campeão do ajustamento orçamental na zona euro

Défice de 5% este ano, mas depois cai a pique. Situação das moratórias de créditos pode ser “crítica”. Lentidão na vacinação, apoios mais fracos e dependência do turismo são obstáculos sérios.

Com as políticas atualmente existentes, Portugal pode vir a ser um campeão do ajustamento orçamental no conjunto da zona euro, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI), no Panorama Económico Mundial (outlook), ontem publicado.

Este ano, a projeção da instituição sedeada em Washington dá um défice público equivalente a 5% do produto interno bruto (PIB), bastante acima dos 4,3% que estão no Orçamento do Estado de 2021 (défice que o governo já disse vai ter de ser revisto em alta porque a retoma está mais fraca), mas a partir daqui o ajustamento ganha velocidade.

Com um peso da dívida de quase 134% do PIB em 2020, um nível considerado excessivo e perigoso, o FMI parte do pressuposto que o país vai ter de fazer um ajustamento rápido nas contas públicas.

E, pelas suas contas, consegue esse objetivo neste cenário de políticas invariantes. Em 2022, o défice já estará abaixo de 2% (em 1,9%), cumprindo assim a regra-mãe do Pacto de Estabilidade. Em 2023, ajusta mais um pouco, chegando a um desequilíbrio de apenas 1,4%. E o País pode chegar a 2024 com um excedente de 0,5% do PIB, o maior da zona euro, segundo os cálculos do Fundo, ontem publicados.

Este ano, o rácio da dívida ainda só cai para 131,4% (o Ministério das Finanças dizia 130,9% há seis meses, no OE2021), mas depois o ajustamento das contas entra em velocidade de cruzeiro. Pelas contas do FMI, em 2023, o país já estará com uma dívida próxima dos 120% do PIB e em 2024 já não viola este limite do Pacto, com um rácio previsto de 117%.

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