Indicador usado para travar desconfinamento em Portugal arrisca-se a ser injusto - Plataforma Media

Indicador usado para travar desconfinamento em Portugal arrisca-se a ser injusto

Indicador usado para travar desconfinamento arrisca-se a ser injusto para pequenos municípios do Interior.

Em mais de uma centena de municípios do país com pouca população bastam dez ou bem menos novos casos de covid-19 para que se ultrapasse o limiar de risco definido pelo Governo, numa fórmula de cálculo que é considerada injusta por várias autarquias, mas também por especialistas em saúde pública.

Há, aliás, casos extremos, como o de Barrancos, referido à TSF pelo coordenador de Saúde Pública do Baixo Alentejo.

No Baixo Alentejo há atualmente dois concelhos em risco de não desconfinarem daqui a duas semanas – Beja e Moura – por estarem acima do limiar de risco anunciado por António Costa, ou seja, 120 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

A situação em Beja e Moura está estável, mas a evolução ainda é incerta, e Mário Jorge Santos, admite, contudo, que também está preocupado com outros pequenos municípios do Baixo Alentejo como Barrancos onde bastam dois infetados para se passar a linha vermelha.
“Os pequenos concelhos do Interior com muito baixa população muito facilmente ficam no vermelho. Basta ter uma família infetada”, explica.

Com 1.634 habitantes – últimos dados do Instituto Nacional de Estatística -, Barrancos é o concelho com menos população do Continente, apenas tendo mais residentes do que dois municípios dos Açores – o Corvo e as Lajes das Flores.

O caso de Barrancos é extremo, apesar de estar longe de ser o único concelho do país onde bastam poucos casos de covid para passar a linha vermelha – na prática, o risco de ser obrigado a confinar é maior onde a população é pouca.

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