"Nyusi devia ir para Cabo Delgado comandar diretamente as operações" - Plataforma Media

“Nyusi devia ir para Cabo Delgado comandar diretamente as operações”

O professor Fernando Jorge Cardoso, especialista em temas africanos, defende uma ação mais ativa do presidente, que foi ministro da Defesa e é natural da região em guerra, dizendo que o problema é a falta de comando.

O ataque a Palma não é o primeiro reivindicado pelo Estado Islâmico em Cabo Delgado. É inesperado?
Havia uma expectativa generalizada de uma diminuição da capacidade de atuação e de uma certa desmobilização por parte dos combatentes jihadistas, até por relatos de problemas de comida. E havia um reforço do contingente das Forças Armadas moçambicanas na área, também por estar a terminar o período das chuvas, que tornava até agora as estradas intransitáveis e implicava dificuldades de deslocação. Entretanto, houve o anúncio do retomar das atividades da Total [empresa francesa que explora o gás natural da região, no maior investimento privado em África] na província de Afungi, deslocando para o local bastantes trabalhadores, numa altura em que também chegou um navio cheio de alimentos. E, de repente, dá-se o ataque. As informações são contraditórias, mas terão sido mais de cem combatentes a entrar e a atacar em várias frentes.

Eles dizem ter o controlo…
Sim, mas não têm. Disseram isso no dia do ataque, mas chegaram reforços, que fizeram com que não tivesse acontecido a Palma o mesmo que aconteceu em Mocímboa da Praia em agosto do ano passado. Mas a situação não está estabilizada. Palma não está ocupada pelas forças insurgentes, mas elas estão perto. Em função disto houve um recuo por parte da Total, que voltou a retirar os trabalhadores.

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