Marcelo exige: "Testar, rastrear" e "vacinar mais e mais depressa" - Plataforma Media

Marcelo exige: “Testar, rastrear” e “vacinar mais e mais depressa”

Marcelo exige “mais vacinas e mais depressa” e insiste na prioridade imediata de reforçar o rastreamento e a testagem. Aos portugueses pediu “sensatez”, começando pela Páscoa. “Há ainda precaução a observar” e “moderação a manter” mas são só “umas semanas que bem podem valer por muitos meses e anos”.

Pressão sobre o governo, pressão sobre os portugueses. Assim se pode sintetizar a mensagem ao país com que esta quinta-feira à noite o Presidente da República justificou mais uma renovação quinzenal do estado de emergência.

Na pressão sobre o governo, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a insistir na ideia de que é importante aumentar o rastreamento, a testagem e a vacinação para que Portugal consiga chegar, “antes do verão”, a um “esbatimento da pandemia” que permita o cumprimento daquele que é “obviamente o desejo do Presidente da República”, o fim dos estados de emergência. “Um desconfinamento sensato e bem-sucedido exige testagem, rastreio e vacinação” e exige “vacinar mais e mais depressa”, pelo que, “depois dos atrasos no primeiro trimestre” se deve esperar que o processo retome a normalidade ainda com o objetivo de sempre: 70% da população imunizada em setembro.

Marcelo pressionou o governo mas não deixou também de apelar aos portugueses para que não se distraiam nas medidas de proteção sanitária. Vive-se “um tempo de alívio e de esperança” mas “é preciso sensatez durante a semana da Páscoa”. Ou seja: “estamos mais perto do que nunca mas ainda não atingimos a meta”, pelo que “há ainda caminho a fazer, precaução a observar e moderação a manter”. “São apenas umas semanas, mas umas semanas que bem podem valer por muitos meses e anos ganhos na vida de todos nós”, apelou, falando no verão e no outono como um período que, correndo tudo bem, representará “o termo de mais de um ano de vidas adiadas, atropeladas e desfeitas” e o início do “próximo grande desafio que se nos impõe: reconstruir tudo aquilo que a pandemia destruiu”.

A leitura da mensagem presidencial seguiu-se, como sempre, à aprovação no parlamento do decreto presidencial renovando o estado de emergência até às 23h59 de 15 de abril. A maioria a favor foi a habitual: PS, PSD, CDS-PP , PAN e a deputada não inscrita Cristina Rodrigues (ex-PAN).

O BE voltou a abster-se e PCP, PEV, Chega e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira mantiveram o voto contra. O deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, não estava presente no momento da votação, mas anunciou que é contra. Este foi o 14º diploma do estado de emergência que Marcelo Rebelo de Sousa submeteu para votação no parlamento no atual contexto de pandemia de covid-19, após ter ouvido os partidos com assento parlamentar e o governo.

Ao encerrar o debate que antecedeu a votação, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, defendeu que, porque “isto não terminou”, dependerá do que todos fizerem nos próximos dias até à Páscoa a possibilidade de se avançar no processo de desconfinamento.

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