Oficial superior das extintas FALA denuncia complô para perturbar as eleições angolanas de 2022 - Plataforma Media

Oficial superior das extintas FALA denuncia complô para perturbar as eleições angolanas de 2022

A UNITA está a mobilizar antigos militares das extintas FALA para, a partir dos órgãos de base, médios e intermédios do processo eleitoral, impedir a vitória do MPLA nas próximas eleições, com megas manifestações e distúrbios em todo o país, de modo à chamar a atenção para a necessidade de uma intervenção da comunidade internacional.

A denúncia, feita ontem, é do tenente-coronel das extintas FALA, Manuel da Conceição Faustino Cortez, antigo oficial dos Serviços Internos da residência de Jonas Savimbi no Cuito (Bié), chefe da casa de Jonas Savimbi na Chicala Choloanga (Huambo) e director nacional dos Ficheiros Presidencial.

Manuel Cortez, formado em inteligência, contra-inteligência, espionagem e contra-espionagem, no ex-Zaire (República Democrática do Congo), Togo e África do Sul, disse que o actual secretário nacional para a Inserção Social da UNITA, o general Abílio Kamalata Numa, está a reunir ex-militares para a actualização de dados, com promessas de que só com a vitória do partido, nas próximas eleições, poderão ser inseridos na Caixa Social das FAA.

Chefe do sector nacional de Mobilização e chefe-adjunto do Departamento de Sondagem e Opinião Pública no Secretariado de Mobilização da UNITA, entre 2003 e 2019, Manuel da Conceição Cortez renunciou, ontem, em conferência de imprensa, no Memorial do Kifangondo, em Luanda, à militância no partido liderado por Adalberto da Costa Júnior.
Manuel Cortez justificou a renúncia por considerar que a UNITA “é um partido, onde impera o tribalismo, o regionalismo acentuado e dissimulado, e a intriga.”

Segundo o oficial superior, “a calúnia é tradição naquela organização responsável pela morte de milhares de cidadãos inocentes”. “Existem na UNITA lutas desenfreadas para os cargos de deputados, comissários da Comissão Nacional Eleitoral e de assessores parlamentares, privilegiando descaradamente familiares próximos, deixando à deriva verdadeiros militantes que tanto deram e não são reconhecidos”, disse.

Manuel Cortez afirmou que, para a inserção na Caixa Social das FAA, a UNITA privilegia familiares mais próximos de responsáveis da direcção do partido, discriminando os verdadeiros oficiais das antigas FALA.

Antigo oficial de campo do brigadeiro Esteves Pena “Kamy”, Manuel Cortez afirmou que o actual presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, “não goza de boa simpatia interna, é uma figura de pouco relevo no processo de luta, não colhendo apoio das bases a nível nacional.”

Leia mais em Jornal de Angola

Related posts
AngolaPolítica

UNITA prevê formar Governo em 2022

AngolaSociedade

MPLA: Liberdade de imprensa contribui para a formação da consciência crítica

AngolaPolítica

MPLA preocupado com a morosidade dos programas do sector técnico e infra-estruturas

AngolaPolítica

MPLA assegura presença das mulheres nos órgãos decisivos

Assine nossa Newsletter