Inspetoras na PJ triplicaram em 20 anos. "É um processo natural", diz a Direção - Plataforma Media

Inspetoras na PJ triplicaram em 20 anos. “É um processo natural”, diz a Direção

A Direção Nacional da PJ está conformada com a feminização desta polícia de investigação criminal e refuta que isso seja um “problema” para a instituição como alertou há um ano o sindicato dos inspetores.

O número de mulheres na carreira de investigação criminal da Polícia Judiciária (PJ) continua em escalada. De acordo com os números oficiais facultados ao DN por esta polícia, em 2020 as inspetoras eram já 28% do total do efetivo – o que representa uma recrudescimento para quase o triplo em 20 anos (11,2% em 2000).

Esta evolução reflete não só o facto de desde o início do milénio a licenciatura ser exigida, como também o aumento das mulheres aprovadas nos concursos de admissão à carreira: 41 em 2010 (51,3%) e 158 em 2019 (56,8%)- sendo certo que mais de metade dos participantes nestes cursos eram mulheres.

Nas rusgas e operações são cada vez mais as brigadas de mulheres, o que chegou a criar inquietação em alguns setores da PJ.

Há cerca de um ano, o sindicato que representa os inspetores quase criou um sobressalto cívico quando veio dizer que era preciso travar esta tendência porque estava a causar problemas operacionais. “Não queremos uma maioria de mulheres na PJ”, deixou claro a inspetora-chefe, Carla Pinto, vice-presidente da Associação Sindical dos Funcionários da Carreira de Investigação Criminal (ASFIC).

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