EUA oferece proteção temporária para birmaneses por causa do golpe de estado

EUA oferece proteção temporária para birmaneses por causa do golpe de estado

O governo de Joe Biden anunciou nesta sexta-feira (12) que concederá um Status de Proteção Temporária (TPS) que permite aos birmaneses presentes nos Estados Unidos trabalhar e possibilitará protegê-los da deportação, citando o perigo de violência que impera em seu país após o golpe.

“Devido ao golpe de Estado e à brutalidade da violência contra os civis, o povo de Mianmar está sofrendo uma complexa crise humanitária que está se agravando em muitas partes do país”, afirmou em nota o secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas. 

Essa autorização temporária vale por 18 meses e é semelhante à proteção concedida no início desta semana aos venezuelanos. O Departamento de Segurança Interna indicou que cerca de 1.600 birmaneses estão qualificados para o benefício.

A repressão aos protestos contra o golpe militar de 1º de fevereiro deixou dezenas de mortos em Mianmar e forçou muitos policiais que se recusam a participar da violência a fugir do país. 

A proteção do TPS é projetada para nações que enfrentam conflitos armados, desastres ambientais, como furacões ou terremotos, ou situações catastróficas, como epidemias.

Além da autorização de trabalho e da garantia da não deportação, os beneficiários do TPS têm direito a uma autorização de viagem. 

Para ter direito a esse benefício, o cidadão birmanês deve ter estado presente em solo americano até 11 de março.

Mayorkas afirmou que o governo Biden decidiu conceder essa permissão aos birmaneses considerando que as condições impostas pelo golpe de Estado têm levado “à contínua violência, prisões arbitrárias generalizadas, ao uso da força letal contra os manifestantes pacíficos e à intimidação da população”.

O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, repreendeu a junta militar birmanesa nesta sexta por seus ataques contínuos contra os manifestantes.

“O exército e a polícia mostraram total desprezo pelo povo de Mianmar e atacaram jovens, médicos, funcionários, jornalistas e ativistas políticos”, afirmou ele.

“Reiteramos nossos apelos aos militares e à polícia para que parem com a violência e as prisões arbitrárias, libertem todos os presos injustamente e restaurem o governo civil democraticamente eleito.”

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