100 anos de luta, com os olhos postos no futuro - Plataforma Media

100 anos de luta, com os olhos postos no futuro

Nos últimos 100 anos o PCP esteve sempre presente com a sua ação, intervenção e luta na defesa dos interesses dos trabalhadores e das massas populares. Mesmo nas condições mais adversas em que os comunistas eram alvo da mais violenta repressão da ditadura fascista, o PCP não se vergou, nem desistiu e prosseguiu a luta contra o fascismo e o colonialismo, pela liberdade e a democracia.

Nestes 100 anos de existência, o PCP nunca foi mero espectador da realidade, interveio sempre de forma ativa com o objetivo de a transformar. Podemos por isso afirmar que nos últimos 100 anos não há avanço ou conquista no nosso país em que a ação, intervenção e luta não esteja associada, direta ou indiretamente.

O PCP teve um papel determinante e insubstituível na luta contra a ditadura fascista, na Revolução de Abril, na consagração de direitos, liberdades e garantias na Constituição da República Portuguesa; na rutura com a política de direita, por uma política patriótica e de esquerda.

É com alegria e orgulho que o PCP comemora 100 anos, mas é sobretudo com os olhos postos no futuro.

O PCP é o Partido portador de um projeto de futuro, assente nos valores e ideais de Abril e no seu programa por uma Democracia Avançada – a democracia política, económica, social e cultural, a soberania e independência nacionais, a paz e a solidariedade e cooperação entre os povos, é parte integrante da luta pelo socialismo, cuja realização é indissociável da luta pela concretização da política alternativa, patriótica e de esquerda.

Uma política alternativa que valorize o trabalho, os trabalhadores, que valorize os salários e as pensões; e que defenda e promova a produção nacional e os setores produtivos e a criação de emprego com direitos. Uma política alternativa que defenda a recuperação para o setor público dos setores estratégicos da economia; que garanta serviços públicos com qualidade e o acesso às funções sociais do Estado; e que defenda uma política de justiça fiscal que alivie a tributação sobre os rendimentos dos trabalhadores, que combata os paraísos fiscais e rompa com o favorecimento do grande capital. Uma política alternativa que defenda a libertação do País da submissão ao euro e das imposições e condicionalismos da União Europeia e a renegociação da dívida pública, que impedem o nosso desenvolvimento soberano. Uma política alternativa que defenda o regime democrático e o aprofundamento dos direitos, liberdades e garantias consagrados na Constituição da República Portuguesa.

Muito mudou no país e no mundo, mas não mudou a natureza exploradora, opressora, predadora e agressiva do capitalismo. Os tempos que vivemos revelam isso mesmo e como o capital, por exemplo a pretexto da epidemia aproveitou para agravar a exploração dos trabalhadores, retirar direitos, cortar salários, desregular horários, destruir postos de trabalho. Nos locais de trabalho, o confronto de classes continua a ser uma realidade de todos os dias.

O PCP cá está e estará para travar a luta necessária por um futuro de progresso e desenvolvimento para os trabalhadores, o povo e o País, pela liberdade e democracia, pela construção da sociedade nova sem exploração, onde todos têm direito ao trabalho, à saúde, à educação, à habitação, à proteção social, e onde sejam banidas todas as desigualdades, injustiças, discriminações e flagelos sociais, a sociedade socialista. Ideais e valores de enorme atualidade.

*Deputada do Partido Comunista Português (PCP)

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