Distância, amor, solidão. Os hinos filhos da pandemia - Plataforma Media

Distância, amor, solidão. Os hinos filhos da pandemia

Todos os momentos difíceis do mundo têm respostas de criatividade à altura. E são muitos os músicos que se inspiraram na covid-19 para criarem novos temas originais

Tempestade, de Pedro Abrunhosa com Carolina Deslandes, é uma das mais emocionantes filhas da pandemia. Versa sobre a vontade de abraçar o pai, de 96 anos, e sobre quanto mais tempo ele terá para ser abraçado. “Como a distância me incendeia, meu pai”, cantava o portuense no início de maio. Octávio Abrunhosa viria a falecer no final desse mês.

Tal como fez questão de desabafar após a morte do progenitor, Pedro Abrunhosa não está só na tempestade. As mortes associadas à pandemia brotam das letras portuguesas como murros no estômago e poucos são tão afirmativos como Sérgio Godinho em O Novo Normal. O tema lançado em agosto do ano passado a propósito dos 75 anos de vida do músico tem no título a óbvia referência aos tempos de pandemia. “No novo normal / Caem corpos à sorte / Em valas comuns / Num silêncio de morte.”

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