Marta Temido reuniu-se com hospitais de Lisboa e pediu que abram todas as camas disponíveis - Plataforma Media

Marta Temido reuniu-se com hospitais de Lisboa e pediu que abram todas as camas disponíveis

O Hospital Amadora-Sintra teve de transferir 102 doentes desde terça-feira. A rede de oxigénio colapsou devido à sobrecarga de doentes. Mas outras unidades estão a viver a mesma “situação de catástrofe”. A ministra reuniu-se ontem com os hospitais da capital e pediu aos que ainda não abriram todas as camas para que o façam.

A região de Lisboa e Vale do Tejo está sob grande pressão. É aqui que desde o início do mês se identificam mais casos positivos. Só ontem foram registados 7605, metade do total do dia: 15 073. Neste momento, soma já 235 498 casos de infeção, dos 668 951 existentes no país, e 136 mortes das 293 das últimas 24 horas.

Os hospitais da região estão em sobrecarga. De tal forma, que, na noite de terça-feira, a rede de oxigénio do Hospital Fernando Fonseca, também designado como Amadora-Sintra, colapsou e mais de 50 anos doentes, com necessidade de ventilação não invasiva, tiveram de ser transferidos para outras unidades, nomeadamente das Forças Armadas, Hospital da Luz, Hospital de Santa Maria e ainda para o Hospital de Campanha, montando no Centro Universitário.

Mas há outras unidades a viver esta “situação de catástrofe”. Disto mesmo dão conta sete conselhos de administração – a saber: Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, Hospital de Setúbal, Hospital Garcia de Orta, Hospital Fernando Fonseca, Hospital Vila Franca de Xira, Hospital de Cascais e Hospital Beatriz Ângelo, em Loures -, que assinam uma carta dirigida à ministra da Saúde e à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

Na missiva, as administrações expõem o desespero e o esforço que estão a fazer para dar resposta à sobrecarga na resposta à pandemia e criticam a gestão de camas e a discrepância na sua distribuição, quando se comparam com outras unidades, sobretudo com as duas das maiores do país, CHULC (Lisboa Central) e CHULN (Lisboa Norte), que ainda estão abaixo da sua taxa de esforço.

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